Mulheres que Amam Demais (Parte Dois)

 

Agora vou falar um pouco das minhas descobertas sobre o assunto.

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Nessa vida eu não só amei demais, como também busquei muito ser amada, me rastejei e implorei por atenção. Para que eu pudesse mudar isso, foi essencial entender os pontos abaixo:

-Pode parecer óbvio para muita gente, mas para mim não era: é importante, numa relação amorosa, que cada um tenha a sua própria vida – seu círculo de amigos, sua profissão, seus interesses. Na minha dedicação com o outro, eu acabei renunciando a todas as minhas vontades, e até hoje eu sou uma pessoa que tudo é “tanto faz”: “se tá bom para você, tá bom para mim”. Não que isso seja de todo ruim, mas às vezes eu mesma me acho estranha por ser tão neutra, e em algumas situações fica difícil olhar para dentro e identificar o que eu realmente quero. Hoje eu estava conversando com um amigo que leva um relacionamento livre e ele me falou o que pensa sobre isso: “um casal é nada mais do que dois indivíduos com vidas diferentes, que decidem ficar juntos por gostar da companhia um do outro”. Se antes eu achava que um casal são “duas pessoas que viram uma só”, hoje eu estou mais pela opinião do meu amigo.

-Quanto mais pilares de sustentação tivermos na vida, menos chances teremos de cair num vazio, caso algum deles desabe (no meu caso, eu encarava o parceiro como o meu único pilar de sustentação – e isso me causava um vazio constante). Um pilar de sustentação pode ser: uma profissão, uma faculdade, a família, amigos, um hobby, terapia, um projeto, etc. Quanto mais pilares, mais preenchido você se sente.

-Toda vez que eu entrava numa relação, caía fatalmente na dependência emocional em relação ao parceiro, pois eu deixava de ter amigos (para mim só ele era o suficiente); começava a imaginar a nossa vida juntos; tudo o que eu fazia na minha vida era voltado para agradá-lo; caía num drama imenso quando ele não me dava a atenção que eu queria; tinha muita insegurança e baixa autoestima, e por isso eu precisava que ele reafirmasse constantemente que gostava de mim, caso contrário eu imediatamente começaria a imaginar que ele não gostava mais de mim, ou que estava começando a gostar de outra.

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-O medo de perder pode também ter origem num sentimento de posse em relação ao parceiro. Sendo que uma pessoa só deve estar ao seu lado porque ela quer estar, não porque você a está prendendo ou porque precisa dela para viver.

-É interessante notar o quanto o meio cultural influencia a nossa visão sobre o que é o amor. Ô bebê, gosto mais de você do que de mim! – Kevinho, você está fazendo errado! Primeiro você gosta de você, para depois gostar dos outros. Caso contrário, nunca conseguirá se relacionar de maneira saudável, e cobrará do outro coisas que você deveria fazer por você mesmo, em primeiro lugar. As novelas, os filmes, as músicas e os livros de que mais gostamos romantizam os ciúmes e a paixão doentia, com frases como “eu sou louco por você!“, “eu faria tudo por você!“, “você é a única coisa que me importa!“, como se tudo isso fosse muito lindo, e essa fosse a verdadeira forma de amar.

Hoje percebo que ninguém merece viver à sombra de ninguém. Viver à sombra de alguém é esconder do mundo o brilho peculiar que cada um tem.

 

Não se isole, você precisa mostrar ao mundo o quanto você é sensacional!“, disse meu amigo, e isso serve para todos.

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Mulheres que Amam Demais (Parte Um)

(Pausa nas traduções para um assunto que também é muito importante)

O título é de um livro que estou lendo nesse momento, da autora Robin Norwood.
Esse ano, graças à terapia, eu me descobri uma “mulher que ama demais”.
Vou falar sobre o livro contando um pouco da minha experiência e, na parte dois, do que eu aprendi – e ainda estou aprendendo – com tudo isso.

Era tudo o que eu sabia sobre o amor:  tentar ajudar pessoas e preocupar-me com elas.

Essa fala é de uma das pacientes citadas no livro, escrito por uma psicóloga com ampla experiência em atender mulheres que amam demais. Passando o olho nessa frase, ela não parece conter nada de errado – afinal, o que há de errado em querer ajudar os outros, em se preocupar com quem você ama? No contexto em que se inserem as narrativas do livro, porém, esse padrão de pensar e se comportar torna-se problemático e leva fatalmente à infelicidade e ao fracasso de qualquer relacionamento.

Segundo a autora, a mulher que ama demais encara seu relacionamento como uma “missão”: ela tem a missão de mudar o seu parceiro, de engrandecê-lo, de ampliar a sua capacidade, de ajudá-lo, de ser sua mãe, sua amiga, sua psicóloga e sua amante, de ser o seu alicerce para tudo, de resolver os seus problemas e – consequentemente – de resolver a sua vida.
Eu nunca me identifiquei tanto com um livro.
Através da minha cultura, formação familiar e religião, aprendi que a mulher precisa seguir os passos do homem; que a mulher que trabalha fora, ao colocar os pés em casa, torna-se automaticamente esposa, e que sua função é aliviar a insatisfação do marido.
Eu, como menina dedicada à religião e à paz mundial, interpretei isso do modo mais radical possível, e me determinei a me tornar a esposa e a mulher perfeita, que se ofereceria até mesmo como “saco de pancadas” do marido, caso fosse preciso.
Foi por isso que, quando meu ex-namorado, logo no início do namoro, começou a desenvolver sintomas psicóticos, eu me vi como a sua salvadora. Quando as pessoas que se importavam comigo (mesmo as que seguiam a mesma religião que eu) diziam que eu não merecia tomar aquele sofrimento para mim, eu achava a ideia de abandoná-lo absurda – “como eu poderia deixar de ajudá-lo? se ele apareceu para mim é porque é a minha MISSÃO cuidar dele”.
E foi com esse pensamento, e com a expectativa do que meu namorado poderia se tornar, e não do que ele era naquele momento, que eu segui aguentando uma pressão imensa até ele melhorar – processo que demorou cerca de sete meses.

“Cuidar” dele acabou não sendo tão simples quanto eu pensava. Eu realmente me tornei um saco de pancadas, não no sentido físico, mas no sentido de me tornar um recipiente onde ele se sentia livre para despejar toda a sua raiva e frustração, tanto com situações imaginárias, como com situações reais do seu passado e presente. Devido às paranoias geradas pela sua doença, era comum ele terminar e voltar comigo várias vezes por semana, por motivos absurdos como achar que eu havia vazado informações de nossas conversas para a Globo. Ele me acusava de coisas totalmente sem fundamento. Era impossível sair de casa, pois ele achava que as pessoas ao redor estavam rindo e caçoando dele. Ele me ligava todos os dias, em todos os momentos em que eu não estava trabalhando (às vezes no trabalho também, porém eu não atendia). Eu estava com ele ao telefone no ônibus, a caminho do trabalho; no horário de almoço; e princialmente após o meu expediente, quando ele podia desempenhar um monólogo eterno até quando, de tão exausta, eu acabava pegando no sono enquanto ele falava – o que também o deixava bravo. Eu chegava a levar o celular para o box, para poder ouvi-lo enquanto tomava banho. Eu me obrigava a ouvir e absorver toda a enxurrada de coisas negativas que ele depositava sobre mim – e quando eu não encontrava palavras para confortá-lo, ele me repreendia e me comparava com a sua falecida mãe, que “sempre tinha alguma palavra reconfortante para lhe oferecer”, o que me fazia sentir culpada por não “ajudá-lo o suficiente”.
Naturalmente tudo isso fez com que eu, uma pessoa já emocionalmente frágil, ficasse desgastada e sobrecarregada. Cheguei a surtar algumas vezes, principalmente nos fins de semana, quando eu podia passar dias inteiros na função de absorver toda a sua negatividade.
Em certo momento eu comecei a me consultar com um psicólogo. Durante uma das sessões, ao me ouvir falar sobre o que eu pensava do meu relacionamento, ele soltou uma frase da qual não me esqueço: “Mas isso é uma relação ou uma missão?” Naquela época eu não considerei muito essa fala, pois apesar de todo o sofrimento, eu ainda estava certa do meu modo de ver as coisas – eu só começava a achar a minha “missão” difícil demais para mim. Acabei saindo da terapia.

Algum tempo depois, quando já havíamos nos casado e os seus sintomas psicóticos já haviam cessado, meu subconsciente veio cobrar o preço de toda a renúncia e sofrimento pelos quais passei na época do namoro, e eu comecei a desejar a separação. Era como se a minha “missão” já tivesse sido cumprida. Isso é uma das características das mulheres que amam demais: quando o “homem problemático” toma jeito, elas deixam de ver sentido na relação – o “amor” acaba.
A mulher que ama demais também tende a escolher o homem pelo seu potencial, e não pelo que ele é no presente. A mulher que ama demais é mais mãe do que parceira. A mulher que ama demais escolhe homens que gostam mais dela do que ela deles, pela segurança de não perdê-lo.

Concluo essa primeira parte com um trecho do prefácio do livro, que ilustra bem o que é ser uma mulher que ama demais:

“QUANDO AMAR significa sofrer, estamos amando demais. 

Quando grande parte de nossa conversa com amigas íntimas é sobre ele, os problemas, os pensamentos, os sentimentos dele — e aproximadamente todas as nossas frases se iniciam com “ele…”, estamos amando demais. 

Quando desculpamos sua melancolia, o mau humor, indiferença ou desprezo como problemas devidos a uma infância infeliz, e quando tentamos nos tornar sua terapeuta, estamos amando demais. 

Quando lemos um livro de auto-ajuda e sublinhamos todas as passagens que pensamos que irão ajudá-lo, estamos amando demais. 

Quando não gostamos de muitas de suas características, valores e comportamentos básicos, mas toleramos pacientemente, achando que, se ao menos formos atraentes e amáveis o bastante, ele irá se modificar por nós, estamos amando demais. 

Quando o relacionamento coloca em risco nosso bem-estar emocional, e talvez até nossa saúde e segurança física, estamos definitivamente amando demais.”

Infelizmente não é que nem filme: “o bem sempre vence o mal”. Enquanto não formos mais espertos e atuantes do que os nossos opositores, nunca venceremos. Não, a rosa nunca vai vencer o canhão. Perdão por desfazer a sua fantasia. Precisamos pagar na mesma moeda. Precisamos temperar esse “amor” com um pouco de ódio e, principalmente, com instinto de autopreservação. Enquanto continuarmos baixando a cabeça para o opressor, continuaremos sendo degolados.

E para quem ainda estava em dúvida, sim, isso é sobre política.

Empatia, Educação e Violência: Um Tempo Para Tudo (Parte 1)

Quantos sofrimentos e punições cruéis as pobres criaturas precisam aguentar somente para dar prazer a homens desprovidos de pensamento racional.” 

Albert Schweitzer, sobre o treinamento e exibição de animais em espetáculos de circo.

 

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Esta é a continuação da série de traduções dos artigos do ex-ativista pelos direitos animais Gary Yourofsky. Para acessar o texto anterior, clique aqui.

 

O amor nem sempre vence o ódio, a razão sozinha não consegue vencer a ignorância e protestos não-violentos nem sempre vencem a violência institucionalizada.

Martin Luther King, Jr. (1929-1968) and Malcolm X (1925-1965) exemplified an all-inclusive approach to the matter of civil rights for African-Americans, incorporating elements of education, nonviolent resistance—and yes, violence when necessary • Photo by Marion S. Trikosco, March 26, 1964 • Public-domain image courtesy of Wikimedia Commons • https://commons.wikimedia.org

Ensaio por Gary Yourofsky

NOTA: O artigo a seguir foi escrito em 1997, e foi atualizado em 2005, 2008 e 2013. Aliás, para todos os pacifistas narcisistas e desonestos que têm mais paixão pela própria imagem do que pelo ativismo em si, por que vocês se recusam a condenar o ativista anti-apartheid Nelson Mandela por sua declaração durante o seu julgamento em 1963:

Eu não nego que planejei sabotagens. Eu não as planejei irresponsavelmente, nem por ter algum tipo de amor à violência. Elas foram resultado de uma avaliação fria e minuciosa da situação política. Sem violência não haveria como o povo africano ser bem-sucedido na sua luta.

E o que dizer deste comentário na ocasião de sua libertação, após 27 anos de cárcere, em 11 de fevereiro de 1990:

Nossa opção pelo conflito armado em 1960 com a formação da aliança militar da ANC (Umkhonto we Sizwe) foi uma ação puramente defensiva contra a violência do apartheid. Os fatores que implicaram no conflito armado ainda existem atualmente, por isso nós não temos escolha se não continuar. Nós temos a esperança de que um clima propício a negociações seja alcançado em breve, de forma que os conflitos armados não sejam mais necessários.

Leia os dois ensaios abaixo, assim como o próximo artigo desta série (“Mais Problemas com o Pacifismo“) para se informar sobre posições táticas. Você também pode assistir a uma entrevista minha de 2012 na qual explico sobre a insanidade do pacifismo puro, abaixo.


 

Pela primeira vez na história, ativistas de direitos animais estão enfrentando um período de repressão sem precedentes pelos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido. Com a dificuldade em localizar os ativistas atuantes da ALF (Aliança de Libertação Animal), aqueles que apoiam publicamente a ALF e os ex-ativistas da ALF têm sido os principais alvos do poder opressivo que estes governos rotineiramente exercem sobre aqueles que militam nos movimentos de justiça social.

“Terroristas ou Guerreiros da Liberdade?”, uma coleção de ensaios publicados em 2004, aqueceu o debate sobre a libertação não-violenta e as táticas de incêndio premeditado adotadas pela ALF, além das ameaças de agressão e morte àqueles que diretamente exploram animais, levadas a cabo pelo The Animal Rights Militia (Milícia de Direitos Animais), Revolutionary Cells (Células Revolucionárias), Justice Department (Departamento de Justiça), por mim, por Camille Marino, pelo Dr. Jerry Vlasak e um punhado de outros ativistas ao redor do mundo. (O Dr. Vlasak acabou justificando o uso da violência tática a Ed Bradley durante uma entrevista no programa “60 Minutos”, em novembro de 2005.)

A maioria das pessoas desconhece, mas o grande pacifista Martin Luther King Jr., certa vez, disse:

Minha figura somente causará algum efeito enquanto houver, sobre a América Branca, a sombra de um homem negro na minha retaguarda, segurando um coquetel Molotov.

Ele acreditava também que o incêndio premeditado era um ato não-violento porque as construções – feitas de tijolos, madeira, metal e algum outro material não-senciente – são incapazes de sentir dor.

Quando obrigados a escolher entre pessoas que usavam a violência e pessoas que cruzavam os braços, tanto King como o grande pacifista Mohandas Gandhi sempre escolheram a violência. Por favor, não interpretar as suas intenções de maneira equivocada. King e Gandhi foram grandes pacifistas e acreditaram firmemente no ativismo não-violento. Porém, ambos repetiram várias vezes que alguma coisa (a violência) sempre será melhor do que nada (apatia).

Eu sinto o mesmo. Sem dúvidas prefiro o ativismo não-violento, como palestras em salas de aula, stands em eventos, panfletagem, passeatas, matérias na mídia, investigações secretas e desobediência civil. Porém isso demanda uma variedade muito mais ampla de táticas para atingir um resultado significativo. Se for para escolher entre a apatia e as ações de liberação de doninhas, incêndios em laboratórios de tortura, ataques diretos a vivisseccionistas ou qualquer outro tipo de assassino de animais, eu sempre escolherei as ações.

Martin Luther King, Jr. (1929-1968) • Photographer unknown • Public-domain image courtesy of Wikimedia Commons • https://commons.wikimedia.org

Táticas radicais têm sido rigorosamente implementadas ao longo da história para produzir resultados imediatos. As Forças Aliadas quebraram violentamente os portões dos campos de concentração de Hitler, matando nazistas no caminho, e destruindo para sempre as câmaras de gás de Buchenwald e Auschwitz. Quando o Norte pegou em armas e matou violentamente milhares de racistas do Sul, os homicídios justificáveis cometidos em prol dos escravos negros foram incontestáveis. Gandhi levou à conquista da independência da Índia, ainda que, no processo, muitos indianos tenham assassinado soldados ingleses, se rebelado nas ruas e formado barricadas. As táticas de intimidação dos Panteras Negras e a filosofia de Malcolm X – “por qualquer meio necessário” – não enfraqueceram o movimento de direitos civis nem a exaltação de Dr. King. Na verdade, quando solicitado a impedir o radicalismo de Malcolm X, King respondeu:

Não me peça para parar Malcolm X! Malcolm X irá parar quando o racismo parar!

Como um dos ativistas de direitos animais mais francos que já existiu, eu opto pela mesma abordagem. Quando um não-vegano ou jornalista de TV começa a despejar frases como: “A Frente de Libertação Animal infringe leis e incendeia propriedades!; “A Milícia de Direitos Animais apoia a violência!”, eu simplesmente respondo: “Estas organizações vão parar quando o abuso e o assassinato de animais pararem!”

Aqueles que buscam ativamente acabar com as injustiças deveriam ser sempre aplaudidos, não criticados. Gandhi certa vez disse:

Ao longo da história existiram assassinos e tiranos que muitas vezes pareceram invencíveis. Mas, no final, eles sempre caem! Sempre!

Incêndios, libertações e atos de intimidação ou homicídio justificado não podem  enfraquecer o movimento de direitos animais, porque nada pode impedir o avanço sincero e benevolente rumo à libertação de animais de seus algozes humanos.

Malcolm X (1925-1965) • Photo by Marion S. Trikosco, March 26, 1964 • Public-domain image courtesy of Wikimedia Commons • https://commons.wikimedia.org

Quando a ALF liberta animais e faz diferença imediata nas suas vidas, eu não consigo entender por que alguém não ficaria ao lado da ALF. O melhor então seria esperar que os políticos e a sociedade gradualmente arranjem tempo para encaixar os animais em sua agenda mesquinha e egoísta? Da mesma forma que a estrada subterrânea de Harriet Tubman libertou escravos por meio da “violação” à propriedade dos brancos, a ALF liberta animais por meio da violação à “propriedade” de produtores de pele e vivisseccionistas.

Além do mais, durante as centenas de ações promovidas pela ALF nos últimos 30 anos, nenhum humano jamais foi machucado ou morto. Este registro imaculado de sabotagem econômica também não é acidental. Todos os membros da ALF aderem a um código estrito de não-violência, e têm arriscado sua liberdade – sem prejudicar ninguém no processo – pelos animais que não têm liberdade.

Dezenas de milhares de raposas e doninhas tiveram a chance de não receber um choque anal e ter seus pescoços quebrados pelos reprováveis fornecedores de pele para a indústria de casacos de pele, enquanto cães e camundongos foram libertados de experimentos violentos e doentios e colocados em lares amorosos.

Todavia, uma vez que a violência é uma parte essencial do ativismo, ainda que um abusador de animais tenha sido atingido durante o fogo ou alguma outra forma de ação direta, eu nunca deixaria de apoiar a ação. Eu não gasto empatia com aqueles que escravizam e assassinam animais, os verdadeiros criminosos. Empatia é para vítimas inocentes, os animais. Direitos animais não implica em não-violência a humanos, ainda que a grande maioria dos ativistas abrace uma postura de não-violência a humanos também. Direitos animais é sobre libertar animais de pessoas gananciosas e sem coração que lucram a partir da miséria animal e do assassinato.

É importante lembrar que o movimento de direitos animais tem sido completamente não-violento desde a sua concepção, ainda que a população em geral nos olhe com escárnio. Estudiosos – antigos e contemporâneos – como Pitágoras, Gandhi, Schweitzer, Tolstoy, Plutarco, da Vinci, Dick Gregory, Isaac Bashevis Singer, Dolores Huerta e César Chávez revelaram-se adeptos da mensagem compassiva dos direitos animais. Os animais, porém, continuam sendo escravizados e mortos aos bilhões. Se o protesto pacífico e a educação das massas fossem os únicos fatores para a mudança, a essa altura os animais já estariam livres. Infelizmente, porém, o amor nem sempre vence o ódio. Assim como a razão não consegue vencer a ignorância sozinha. Protestos não-violentos nem sempre superam a violência institucionalizada.

Às vezes eu acho que o único meio efetivo de acabar com o especismo seria fazer com que cada ser humano que não se importa fosse forçado a viver a vida de uma vaca em um confinamento, ou de um macaco em um laboratório, ou de um elefante em um circo, ou de um touro em um rodeio, ou de uma doninha em uma fazenda de pele. Só então as pessoas seriam despertadas de seu sono profundo e finalmente entenderiam os horrores que são infligidos aos animais pela espécie mais vil que já habitou a terra: o animal humano!

 

(Continua)

Texto original na íntegra aqui.

O Que Há de Errado Com a Vivissecção (Parte 2 – Final)

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Esta é a continuação da série de traduções dos artigos do ex-ativista pelos direitos animais Gary Yourofsky. Para acessar o texto anterior, clique aqui.

 

Dr. Jerry Vlasak: Médico, Ativista e Anti-Vivisseccionista

NOTA: O artigo a seguir foi escrito pelo Dr. Jerry Vlasak, um cirurgião de trauma em vários hospitais da Califórnia e um dos ativistas de direitos animais mais enérgicos do mundo. Dr. Vlasak já foi preso e agredido somente por ter ido ao auxílio de filhotes de foca durante um dos massacres anuais de focas no Canadá. (Você pode mandar um e-mail para o Dr. Vlasak clicando aqui). Leia a seguir o que o Dr. Vlasak tem a dizer sobre a ineficácia e falência moral da vivissecção:

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Diariamente animais são afogados, sufocados e privados de alimento até a morte; seus membros são amputados e seus órgãos esmagados; eles são queimados, expostos à radiação e utilizados em cirurgias experimentais; recebem choques, são isolados, expostos a armas de destruição em massa e levados a ficar cegos ou paralisados; são levados a ter ataques cardíacos, úlceras, paralisia e convulsões; são forçados a inalar fumaça de tabaco, ingerir álcool e ingerir diversas drogas, como a heroína e a cocaína.

Aqueles que perpetuam esses crimes – ainda que legalizados – e sua total violência, insensibilidade e indiferença em relação aos animais não-humanos não querem e não conseguem ver que o que eles fazem não só é um crime contra Deus, Alá, Buda e a própria vida e a natureza, mas resulta no sofrimento e morte de milhões de humanos. O vício das universidades e das indústrias farmacêuticas no arcaico modelo animal resulta no adoecimento e morte de milhões de humanos de doenças completamente preveníveis.

O único resultado obtido nas últimas décadas com os milhões de dólares gastos na fraude da vivissecção foi o aumento das mortes de câncer, infarto, doenças no coração, diabetes e obesidade.

Eu me tornei um médico e cirurgião para salvar vidas. Passei por muitos anos de preparação para poder trabalhar na área, quatro anos de universidade, quatro anos de medicina, um ano de estágio e mais cinco anos de residência cirúrgica. Eu, assim como o resto dos meus colegas estudantes, era ingênuo e impressionável. Nós fomos levados a acreditar, pela indústria da carne e dos laticínios, que carne e leite de vaca eram essenciais para a saúde; e também fomos levados a acreditar que a experimentação animal era um mal necessário para salvar as vidas dos nossos pacientes. Assim como a indústria bilionária da carne e do leite, o sistema acadêmico e a indústria farmacêutica têm feito um ótimo trabalho em viciar jovens estudantes impressionáveis ao modelo arcaico e anti-científico da experimentação animal.

 

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Eu gostaria de lhes contar duas histórias curtas. A primeira é sobre uma garota de cinco anos de idade que chegou à sala de emergência com apendicite. A pequena garota era tão obesa que seus seios eram tão grandes quanto os de uma adolescente, e ela pesava duas vezes mais do que uma criança normal da sua idade. Ela precisava urgentemente de uma retirada de apêndice e a cirurgia que realizei foi dificultada pela sua obesidade. Quando pacientes são obesos, suas camadas de gordura complicam não somente o procedimento cirúrgico, como também fazem aumentar consideravelmente a probabilidade de ocorrerem complicações pós-cirúrgicas. A menina já tinha diabetes tipo 2, o que se tornou comum entre crianças americanas. Diabetes tipo 2 é completamente prevenível e historicamente tem sido vista em adultos obesos. Mas por causa das indústrias da carne, laticínios e açúcar, nós temos agora uma nova geração de crianças doentes, gordas e miseráveis. Ao final da cirurgia, quando a garota já estava se recuperando, eu me sentei com ela e com seus pais e falei sobre uma dieta vegetariana baixa em gorduras e em substituir o leite de vaca – que como todos sabem, é relacionado a inúmeras doenças – pelo leite de soja.

Falei para ela que já é comprovado que uma dieta vegetariana baixa em gorduras pode prevenir as doenças mais comuns que atingem milhões de pessoas todos os anos, como doenças cardíacas, infarto, câncer e endurecimento das artérias. A mãe começou a chorar e a dizer que sua filha era provocada pelas outras crianças e não podia sequer brincar como uma criança normal por causa do seu peso; que ela estava sempre doente, sentia-se letárgica e frequentemente adormecia durante a aula. Então a mãe olhou para mim com lágrimas nos olhos e perguntou, “Por que nenhum outro médico nos deu essa informação?”. Este cenário é comum na minha prática diária, e é resultado direto do poder absoluto, ganância e corrupção das indústrias da carne e laticínios.

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A próxima história é sobre a minha introdução ao mundo da vivissecção durante a minha residência cirúrgica. Me disseram que eu poderia construir uma reputação se eu publicasse artigos e conduzisse experimentos em animais; e também me disseram que as universidades recebiam montanhas de dinheiro do governo com a condição de que continuassem experimentando em animais. Sendo um jovem e ingênuo doutor, e desejando seguir as orientações dos outros, eu fiz um ano de vivissecção e visitei laboratórios de animais por todo o país. O que aprendi e vi com os meus próprios olhos era perturbador. Aprendi que 85% de todas as informações coletadas a partir de experimentos em animais eram literalmente jogadas fora por serem inúteis, tanto para humanos como para animais, e nem sequer eram publicadas, tampouco eram de alguma utilidade. E quase o restante de todos esses dados nunca teve serventia para a saúde humana.

E aqueles 1 ou 2% de dados que talvez, um dia, poderiam ser úteis às pessoas? Estes dados poderiam muito bem ter sido obtidos de forma mais precisa e barata utilizando métodos modernos e progressistas sem uso de animais. Aprendi também que a indústria farmacêutica gasta milhões de dólares levando médicos para jantar fora e pagando por generosas férias para eles e suas famílias, e em troca esses pesquisadores manipulam experimentos em animais para obter os resultados desejados pelas indústrias farmacêuticas. Então eu soube que a maneira com que as universidades conseguem dinheiro não é através dos melhores e mais modernos métodos de pesquisa, mas sim dando continuidade à prática de utilizar animais como modelo porque bilhões de dólares são faturados na indústria da vivissecção. Aprendi também que a indústria da vivissecção é como a Máfia: os cientistas e companhias farmacêuticas envolvidos na pesquisa animal farão tudo ao seu alcance para continuar a prática, ainda que a mesma não só prejudique humanos, como também cause extrema agonia e sofrimento aos animais.

 

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Ganância, corrupção e poder absoluto; essas são as coisas que movem a indústria da vivissecção, e não a intenção de salvar vidas ou prevenir doenças. Em um mundo que descobriu a expressão gênica e é capaz de observar doenças a nível celular e molecular, a experimentação animal não tem lugar NENHUM na ciência do século 21. Hoje sabemos que, baseando-se em expressão gênica e biologia molecular, uma droga que reage de uma certa maneira em um rato macho, pode reagir de uma maneira completamente diferente em um rato fêmea. E em relação aos primatas, que possuem 99% do DNA semelhante ao nosso, não é o 99% que é importante, mas sim o 1% que faz toda a diferença em relação a nós quanto à reação a remédios e procedimentos cirúrgicos.

Nós nunca poderemos salvar vidas humanas utilizando métodos arcaicos e antiquados como o modelo animal. Os cientistas que ainda utilizam animais em suas pesquisas não somente são fraudes, como também são viciados em uma única forma arcaica de fazer pesquisa. Colin Blakemore, por exemplo, que costurava olhos de gatinhos por diversão e lucro, não é mais cientista do que os cientistas malucos dos filmes de terror da década de 50. Blakemore não é médico. Como a maioria dos pesquisadores em animais, ele é simplesmente um falso médico que não tinha as habilidades sociais nem o intelecto para completar uma faculdade de medicina. E esses doutores que experimentam em animais não passam de instrumentos de um sistema universitário corrupto e da indústria farmacêutica.

Xenoenxerto

Xenoenxerto é um procedimento experimental em que órgãos e tecidos animais são transferidos para o corpo humano. Isso é obscenamente antiético porque os animais não foram criados para ser os nossos reservatórios de órgãos, assim como eles não foram criados para serem colocados em sanduíches. Tentar justificar uma prática antiética e imoral (comer carne) com outra (xenoenxerto) é falacioso e inválido. É como dizer que “uma vez que as crianças já são molestadas, vamos aproveitar e fazer vídeos pornográficos com elas”. Um ato cruel não deveria perpetuar um outro. É vergonhoso e vil que humanos tenham transformado animais em mercadoria. Aparentemente, nós nunca conseguimos aprender com experiências passadas. Os brancos costumam ver os negros da mesma maneira; os homens costumavam – e ainda costumam em muitos casos – ver as mulheres como objeto. Discriminação é sempre algo errado, o que significa que o especismo é tão irracional e nefasto quanto o racismo e o sexismo. Se os EUA instituíssem o “Consentimento Presumido” como na Europa, haveria estoque de órgãos e as pessoas não estariam procurando uma saída em explorar animais. “Consentimento Presumido” significa que presume-se que toda pessoa que morre seja doadora, a menos que ela tenha declarado-se contra. Então as pessoas possuem o direito de não doar órgãos, mas é necessário que o indivíduo tome a iniciativa para não doar. O xenoenxerto também é uma medicina ruim. Nunca foi bem-sucedida. Ainda que ambos sejam capazes de bater e bombear sangue, o coração de babuínos e porcos são fisiologicamente distintos do coração humano, e nenhum tipo de ajuste médico pode compensar esta diferença inerente.

 

Fontes de materiais anti-vivissecção na internet

As imagens do artigo são cortesia da Occupy for Animals. Por favor visite seu site e clique em “Pesquisar” no topo da página para mais informação sobre a crueldade e ineficácia da vivissecção, assim como mais imagens e vídeos perturbadores.

Texto original na íntegra aqui.

O Que Há de Errado com a Vivissecção (Parte 1)

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Esta é a continuação da série de traduções dos artigos do ex-ativista pelos direitos animais Gary Yourofsky. Para acessar o texto anterior, clique aqui.

 

“Minha doutrina é que, se vemos crueldade ou comportamentos errados que temos poder de intervir sobre, mas não fazemos nada, isso faz de nós cúmplices na culpa.” Anna Sewell, autora de “Black Beauty” (1820-1878)

 

Fazer experimentos em animais vivos sem o seu consentimento não só é moralmente hediondo, como também é uma fraude.

O Comitê de Médicos pela Medicina Responsável (PCRM.org) está orientando os Institutos Nacionais de Saúde em direção a uma esfera da ciência mais ética, sem a barbárie da experimentação animal. Este anúncio de 2018 valida cada palavra do artigo a seguir, que é exatamente o que pessoas informadas, de mente aberta e compassivas têm dito há mais de 100 anos!

O escritor e ativista de direitos humanos George Bernard Shaw descreveu bem o caráter da vivissecção ao proclamar: “Aqueles que não hesitam em praticar vivissecção, não hesitarão em mentir sobre a mesma.”

Vivissecção é o ato de cortar, drogar, queimar, cegar, aplicar choques, viciar, atirar, congelar, infectar ou mutilar cirurgicamente animais vivos. A vivissecção também vai além de uma ciência sangrenta: é uma fraude sangrenta (veja o vídeo abaixo). Todos os anos nos EUA, cerca de 20 milhões de macacos, cachorros, gatos, porcos e coelhos, além de 50 a 80 milhões de ratos, camundongos e outros roedores, são encarcerados e infectados com mutações de doenças humanas, torturados em violentos experimentos com queimaduras e simulação de danos cerebrais, observados para coleta de dados sem nenhum sentido e então são descartados.

 

Primeiramente, vamos lembrar que os animais são uma entidade bio-mecânica completamente diferente dos humanos. As diferenças anatômicas, fisiológicas, imunológicas, histológicas (estruturas de células) e até mesmo psicológicas entre humanos e animais são grandes demais para serem ignoradas. Até o momento, inexiste uma fórmula capaz de fazer com que pesquisas feitas em animais sejam de algum modo relevantes para a saúde humana. Pesquisa em animais nunca foi nem nunca será capaz de salvar vidas humanas porque não há como extrapolar os resultados de uma espécie para outra.

Deixe-me elucidar este ponto de algumas maneiras. Todos os dias, em escolas de medicina veterinária em todo o mundo, a fraude da vivissecção é fundamentada. Depois de conversar com muitos veterinários que infelizmente foram impelidos a acreditar que a pesquisa animal pode ser benéfica aos humanos, eu lhes perguntei: “Quando você era estudante de veterinária e tinha que estudar a leucemia felina, que animal você usava para estudá-la?” Todos responderam: “Gatos.” Perguntei a eles por que eles não usavam cães para o estudo da leucemia felina. Eles responderam que utilizar cães para estudar a leucemia felina não fazia muito sentido cientificamente. Perguntei então por que cães, gatos e outros animais são utilizados para pesquisas sobre leucemia humana. O silêncio deles expôs a falcatrua. Os veterinários invalidam a amplamente usada extrapolação de espécie para espécie porque eles utilizam gatos para pesquisa em leucemia felina, cavalos para cólica equina, cachorros para cinomose e assim por diante. Eles não usam cachorros para gatos, porcos para cachorros, macacos para cavalos. Só para deixar registrado, porém, que eu me oponho eticamente ao que acontece nos cursos de veterinária. Eu compreendo, porém, que não posso me opor a essas práticas a nível científico, pois é cientificamente justificável pesquisar com o uso das espécies em questão para tratamentos e cura da mesma espécie. Porém, quando se trata de utilizar animais como modelos de prognóstico para humanos, minha oposição é ética e científica.

 

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Não importa o quão diligentes sejam os pesquisadores em animais em suas tentativas, eles nunca poderão recriar as doenças de ocorrência espontânea em humanos. Eles podem apenas recriar sintomas e gerar mutações. Além do mais, os experimentos são sempre realizados em ambiente controlado e manipulado onde os pesquisadores podem produzir a resposta que desejam, seja ela qual for. Se o desejo dos pesquisadores é mostrar que NÃO há relação entre o cigarro e o câncer de pulmão, sem problemas: traga alguns cachorros, vista-os com máscaras e force-os a inalar fumaça a cada respiração, por horas. É verdade que fumar tabaco não causa câncer de pulmão em cachorros. No mais, eu não encontrei muitos cachorros que fumam Kools em primeiro lugar. E que tal demonstrar que remédios de emagrecimento são seguros para humanos? Sem problemas: traga alguns roedores, empanturre-os até ficarem obesos e depois dê-lhes grandes doses de reguladores de apetite. Lembrando que a droga fenphen (um regulador de apetite) passou em todos os protocolos de pesquisa em ratos mas precisou ser retirado do mercado há alguns anos depois de causar mortes em seres humanos. Ao longo dos anos, milhares de drogas passaram nos testes em animais, e quando chegaram aos humanos causaram mortes e danos irreversíveis.

Você sabia que a cada dois ou três segundos uma pessoa no mundo morre de uma doença que a comunidade médica há mais de dois mil anos já sabe como curar? Esta doença é a desnutrição. Porém em 1998, com grande subsídio do governo, o The Detroit Free Press noticiou que pesquisadores em animais estavam próximos de identificar o gene da fome em ratos. Hã? Quantos mais experimentos dispendiosos e sem sentido serão conduzidos e, mais importante, a sociedade irá admitir? A triste verdade é que a medicina – em sua miríade de tratamentos – é uma mercadoria. Se você não puder pagar, não terá o direito de ter. Também tenha isso em mente: nenhuma das crianças assistidas pela Associação da Distrofia Muscular voltou a andar ou foi curada da doença ainda que o teletom tenha arrecadado mais de 50 bilhões de dólares. E esta é uma estimativa geral. Provavelmente foi arrecadado muito mais do que isso. O dinheiro veio de pessoas boas que caíram na armadilha astuciosa da comunidade de experimentação animal: “este último experimento com ratos é promissor e traz esperança”. “Promissor” e “esperança” – as duas palavras favoritas de um vivisseccionista – podem ser traduzidas assim: “mande-me mais dinheiro para que eu possa continuar a minha missão de recolher informação inútil pelo resto da minha vida”.

 

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O Dr. Christopher Anderegg, que obteve o diploma de medicina na Universidade Yale, explicou: “É impossível prever reações humanas a drogas, vacinas e outros químicos testando-os em animais”. Ainda assim, os vivisseccionistas mentem sobre o valor da experimentação animal e continuam na recusa de utilizar as 10 técnicas efetivas de experimentação científica, listadas a seguir: 1) pesquisa clínica em humanos; 2) epidemiologia (estudos, causas e distribuição de doenças humanas); 3) biologia celular e molecular utilizando tecidos humanos e culturas de células in vitro; 4) pesquisa em autópsia; 5) pesquisa em biópsia; 6) modelos computacionais utilizando realidade virtual, simuladores e programas 3D; 7) modelos matemáticos utilizando fórmulas para determinar misturas de drogas e suas reações; 8) estudos de caso; 9) pesquisa baseada em DNA humano/genética humana; 10) metodologia da tentativa-e-erro.

Felizmente, algumas pessoas e organizações estão respondendo à verdade. Dezenas de instituições de caridade como a The Easter Seals Foundation, The American Kidney Fund The International Eye Foundation, entre outras, utilizam apenas os métodos de pesquisa científica citados acima e, o mais importante, se recusam a realizar ou financiar qualquer forma de pesquisa animal. Então, se a Easter Seals (instituição de apoio a deficientes físicos) conduz pesquisas essenciais sem animais sobre defeitos congênitos, enquanto a The March of Dimes utiliza a vivissecção clamando ser essa a única maneira de conduzir pesquisas sobre defeitos congênitos, eu lhes pergunto: “quem estará mentindo?”. Espero que você se sinta da mesma maneira que eu quando solicitado a escolher entre duas posições diametralmente opostas. Pessoalmente, eu sempre tomo partido pelas vítimas da injustiça. Uma vez que a cura de seres humanos não pode ser baseada em protocolos violentos e a medicina humana não pode ser baseada em um modelo falso e enganoso, para mim está claro quem está mentindo. Vítima de poliomielite, Linn Pulis certa vez disse, eloquentemente: “Eu não promoveria a pesquisa em animais. Felizmente, somente as minhas costas estão retorcidas, não a minha mente.”

O Dr. Richard Klausner, pesquisador animal e antigo diretor (1995-2001) do Instituto Nacional do Câncer, uma grande entidade de pesquisas em animais, certa vez disse: “A história da pesquisa sobre câncer foi até agora a história da cura do câncer em ratos. Nós temos curado ratos de câncer por décadas e o método simplesmente não se aplica a humanos.” Na edição de 11 de fevereiro de 2013 do Proceedings of the National Academy of Sciences, lê-se a manchete de um estudo de 10 anos do Instituto Nacional da Saúde: “Respostas genômicas em ratos mal conseguem imitar doenças inflamatórias em humanos.” O diretor do Instituto Nacional da Saúde, Francis Collins, declarou: “Se funciona em ratos, pensamos, deveria funcionar em humanos. Porém 150 drogas bem-sucedidas no tratamento de septicemia em ratos posteriormente falharam em testes clínicos em humanos.” A septicemia afeta 750.000 pessoas nos Estados Unidos todo ano, matando de um quarto a metade dos afetados!

Para uma excelente fonte de informações sobre por que a vivissecção é uma fraude, por favor dê uma olhada em Americans, Europeans and Japanese for Medical AdvancementÉ um site criado por Dr. Ray Greek, a maior autoridade do mundo em determinar o valor de pesquisas médicas. Assista também ao documentário Hidden CrimesGravado nos anos 90, é ainda hoje um dos documentários mais perspicazes sobre a natureza antiética e anti-científica da vivissecção. [No youtube o mesmo está postado em oito partes; o link acima é para a primeira parte]. Além disso, mais uma vez para mostrar o quão arcaico é o modelo animal, até mesmo a Universidade de Pittsburgh, a universidade americana que tortura o maior número de animais anualmente, parou de utilizar animais em um de seus cursos.

[Continua]

 

Texto original na íntegra aqui.

O Que Há de Errado Com a Caça

 

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Esta é a continuação da série de traduções dos artigos do ex-ativista pelos direitos animais Gary Yourofsky. Para acessar o texto anterior, clique aqui.

 

“Enquanto existirem abatedouros, haverá campos de batalha.”

Leo Tolstoy (1828-1910)

 

“Infortúnio àqueles que machucam ou abusam das criaturas da Terra. Infortúnio aos caçadores, pois eles merecem ser caçados.” Jesus, Evangelho de Nazaré 14:6-9

NOTA: Antes de partir para o artigo, gostaria de expor alguns pontos:

1) O “Programa de Melhoria do Habitat do Cervo” ainda existe. E cada estado dos EUA possui um programa como esse, que pode não ser chamado da mesma maneira mas é semelhante.

2) Eis uma explicação detalhada para a caça orientada pelo sexo do animal: se a mesma não existisse, a quantidade de veados machos e fêmeas estaria equilibrada. Então, se alguém tomar um grupo controle de 10 veados de um lugar qualquer, haveria 5 machos e 5 fêmeas. Os 5 machos engravidariam as 5 fêmeas, que dariam à luz 5 filhotes. Porém, depois de décadas de matança de grandes machos devido a seus grandes chifres, nós agora temos proporções de fêmeas para machos que chegam a 7 para 3, 8 para 2 ou até mesmo 9 para 1. Tomando a proporção de 7 para 3, teremos agora três machos engravidando 7 fêmeas (sabemos que machos podem engravidar quantas fêmeas com as quais eles entrarem em contato). Então 7 fêmeas darão à luz 7 filhotes, o que significa que haverá um mínimo de 2 filhotes a mais por grupo controle de 10 veados devido à caça orientada pelo sexo. Mas vamos um pouco mais a fundo.  Biólogos da vida selvagem confirmaram que quando veados e outros animais (incluindo humanos em períodos de guerra) sentem que a sua população está sendo dizimada, como é o caso do final da época de caça, as fêmeas começam a engravidar de gêmeos ou trigêmeos. Então, vamos pegar o cenário da gravidez de gêmeos: 7 fêmeas darão agora à luz 14 filhotes ao invés de 5; teremos então 9 filhotes a mais por grupo controle de 10 veados. Se você multiplicar os filhotes extras pela população de veados em Michigan, você terá de 500.000 a 700.000 veados a mais a cada ano. E adivinha quantas licenças de caça são concedidas a cada ano? Isso mesmo, entre 500.000 e 700.000 licenças. Além do mais, foi assim que a população de veados de Michigan cresceu de 500.000 nos anos 70 para quase 2 milhões hoje. O cenário se repete em todos os estados, e os números variam pouco de estado para estado.

3) A única desculpa válida para matar e comer animais é pela sobrevivência. Mas este cenário é raro. O povo inuíte, que vive num ambiente de gelo, é o primeiro exemplo a me vir à cabeça (e é por isso que eu nunca viajei ao Alaska para palestrar). Eu nunca vou entender por que as pessoas que não residem em ambientes de gelo ou de deserto ainda caçam, matam e comem a carne de animais. Hábito, tradição, conveniência ou paladar são motivos inválidos e esdrúxulos para machucar animais. ASSASSINAR e COMERCIALIZAR animais é crime. Assassinato é assassinato, não importa se as vítimas andam com duas ou quatro pernas, se têm pelos ou plumagem, se têm chifres, bicos ou guelras. Auto-defesa, ou defesa de outros que não podem se defender são as únicas justificativas para matar alguém. Comercialização é quando humanos transformam os animais em objetos inanimados e não podem vê-los de outra forma. Vacas se tornaram sapatos, pastas de trabalho e hambúrgueres. Galinhas se tornaram frituras em baldes. Veados se tornaram participantes involuntários de um esporte sanguinário, e depois cabeças que servem de troféu na parede e hambúrgueres de carne de veado.

4) Quando humanos são tratados da mesma forma que caçadores tratam animais, as pessoas gritam “holocausto!”, “genocídio!”, “massacre!”, “assassinato!”. Porém, de acordo com a mentalidade dos caçadores, os animais não passam de um “alvo” num jogo. Este “jogo” é desprovido de pensamento racional, decência e bondade. Ele é, francamente, um comportamento sociopático [assista aos dois vídeos nesta página, especialmente o primeiro]. Há mais de 25 anos eu assisto a programas de caça e pesca na ESPN. Como um amante de esportes, preciso esperar que os shows de sangue acabem nas manhãs de sábado antes de assistir aos esportes DE VERDADE. Eu ouço excitamento na voz dos caçadores antes de acionar o gatilho ou atirar ao alvo. Não há necessidade de tentar adivinhar as verdadeiras razões para a caça aos veados, ou para qualquer outra atividade de matança de animais. Caça e pesca são esportes sanguinários, pura e simplesmente isso. Além do mais, os caçadores não são exonerados de sua culpa por matarem com suas próprias mãos. Na verdade, a sua matança os faz diretamente responsáveis, ao contrário das pessoas que compram carne no supermercado. Os últimos são apenas cúmplices que pagam outra pessoa para cometer os seus crimes. Comprar a morte de outra criatura ainda assim é errado e cruel, mas matar e machucar diretamente mostra um comportamento ainda mais psicótico do que o de alguém que não poderia, ou não mataria diretamente com suas próprias mãos.

 

 

Caçadores são Terroristas do Mundo Animal

Por Gary Yourofsky

O texto a seguir foi publicado num editorial do The Detroit News no dia 20 de abril de 2001. Tempos depois ele apareceu no livro Hunting: Opposing Viewpoints (“Caça: Contrapontos“), publicado em 2008 pela editora Gale Group/Greenhaven.

Eu sou o presidente e fundador da ADAPTT, sediada em Michigan e conhecida por seu discurso honesto, sem reservas e intransigente. Cerca de 80 escolas de ensino médio e universidades já me convidaram para educar e instruir estudantes sobre libertação animal, ética, justiça e bondade.

Antes de começar a refutar cada mentira sobre a caça, permita-me iniciar com citações de dois ativistas de direitos animais bastante conhecidos:

A primeira citação é de Mohandas Gandhi: “A vida de um carneiro não é menos preciosa do que a vida de um ser humano. Quanto mais vulnerável é a criatura, mais ela tem direito à proteção dos humanos e da crueldade dos humanos.”

A segunda é do grande filósofo Pitágoras: “Enquanto a humanidade continuar a destruir as outras criaturas impiedosamente, nós nunca conheceremos a saúde ou a paz. Enquanto as pessoas continuarem a massacrar animais, elas continuarão matando umas às outras. Aqueles que plantam as sementes da morte e da dor nunca serão capazes de colher amor e contentamento.”

Agora, ao contrário do retrato que os caçadores pintam de si mesmos – o caçador nobre, honesto, cuidadoso, preocupado – vamos dar uma passada rápida na lista das máximas de um caçador nobre:

 

  • Atirar mais e com mais frequência, ser viciado em montes de tripas, espancar e empilhar cadáveres, viver para caçar/caçar para viver e seguir matando.

 

  • E que tal esta declaração de Ted Nugent, o assassino de animais mais sincero do mundo, ídolo de praticamente todos os caçadores: “Eu contribuo para a morte no inverno e para os gemidos de silêncio; rastros de sangue são músicas para os meus ouvidos. Eu sou viciado em pilhas de tripas. O porco não sabia que eu estava ali. É a minha chance. Eu amo flechar animais. É um poder sensacional.” (World Bowhunter’s Magazine, Volume 1, Número 4, Maio de 1990, página 12).

 

É difícil para nós, ativistas de direitos animais, discutirmos a verdade sobre a caça quando estamos constantemente lidando com mentiras sobre a superpopulação de animais, sobre bondade e sobre ciência.

A ADAPTT está farta dos caçadores, seus cúmplices do governo e de suas mentalidades doentias. Os autoproclamados “experts” que trabalham para o DNR e o NRC não são “experts“. Eles são caçadores e apoiadores da caça.

E caça não é ciência. É apenas diversão para indivíduos doentios que cometem atos covardes. E penso que qualquer pessoa sadia que tenha um mínimo de bom-senso seria capaz de entender isso.

Para apaziguar os caçadores, em 1971 o DNR iniciou esforços para mudar a situação da “velha floresta” em Michigan. Havia cerca de 500.000 veados naquela época, o que não era o suficiente para satisfazer os caçadores. Portanto, o DNR instituiu o Programa de Melhoria do Habitat do Cervo, conhecido como DRIP, que resultou na devastação de 1,2 milhões de acres de floresta, criando mais acesso à comida para os veados e estímulos maiores para a reprodução. O DNR também concedeu um número desproporcional de licenças para matar veados machos, porque matar veados machos ao invés de fêmeas faz com que o sistema reprodutivo das fêmeas saia do controle e elas acabem dando à luz gêmeos e até trigêmeos para garantir a continuidade da espécie.

O Programa de Melhoria do Habitat do Cervo e a caça orientada pelo sexo fez com que a população de veados crescesse exponencialmente para cerca de 2 milhões de animais no ano passado.

Lembrando que a ação dos caçadores também implica num aumento no número de colisões entre veículos e veados.

Em 1972 foram registradas 10.742 colisões entre carros e veados. Ano passado foram 70.000. E eu achei que os caçadores estavam caçando com o intuito de reduzir as colisões entre carros e veados? Em 1996, A Secretaria da Fazenda de Michigan chegou a ameaçar mover uma ação judicial contra a DNR por se preocupar somente em atender aos interesses dos caçadores.

Aliás, com o aumento de acidentes de carro envolvendo veados e danos às plantações ao longo dos anos, em janeiro de 1980 Dave Arnold, um executivo da DNR, teve que declarar à Imprensa de Detroit: “Nós não perdemos de vista o propósito do programa. Quando a DNR decidiu, há alguns anos atrás, que iria tentar aumentar a população de veados para cerca de 1 milhão de animais, nós sabíamos que as colisões de veículos e os danos a plantações iriam aumentar.”

E aqui está o que Ned Caveney, um engenheiro florestal da DNR, teve que dizer ao jornal Northwoods Call a Charlevoix em maio de 1991: “Em Michigan, nós manipulamos o habitat florestal para promover um crescimento anti-natural da população de veados – cerca de  2 milhões de bichos em apenas alguns anos. Isso se aproxima dos mais de dois milhões de animais que existiam antes do homem entrar em cena.”

Nos anos 90 o governador John Engler, favorável à caça, criou a “Força-Tarefa de Caça e Herança” com o intuito de expandir oportunidades de caça e pesca para o público, que é a mesma razão pela qual o Serviço Americano pelos Peixes e pela Vida Silvestre existe. Aliás, este último serviço oferece 290 programas de caça e 307 programas de pesca nos 514 refúgios nacionais da vida selvagem por todo os EUA. O parágrafo 6 do Decreto da Força-Tarefa de Caça e Herança, outorgado por Engler, diz o seguinte: “Enquanto Michigan oferece amplas oportunidades de caça e pesca, mais atitudes deveriam ser tomadas para encorajar a participação nessas atividades, especialmente em grandes centros populacionais. Todas as divisões dentro da DNR deveriam trabalhar juntas, fazendo da caça e da pesca algo mais acessível tanto em terras públicas como privadas. Onde possível, expandir oportunidades para caça e pesca dentro de parques urbanos e áreas de recreação.”

Este era o único propósito por trás dos recentes assassinatos de veados em nossos parques metropolitanos. Não foi porque os veados estavam comendo todas as plantas. Além do mais, o homem é o único animal que destrói terras e extrai delas mais do que necessita.

Os assassinatos no parque metropolitano não ocorreram porque os caçadores queriam doar comida para os famintos. Este foi somente um artifício de relações públicas utilizado para tentar colocar uma aura ao redor daqueles que matam animais por diversão. Seria muito mais econômico alimentar os famintos com espaguete e tofu mexido, e você pode alimentar mais pessoas dessa maneira.

Todos devem entender que o gerenciamento da vida selvagem é um conceito ilusório criado cerca de 100 anos atrás. Isso não existe. Os homens não podem “gerenciar a natureza”. As únicas providências que os humanos deveriam estar tomando são de tratar de ficar fora do espaço dos animais.

E, mais uma vez, é injusto, estúpido e desprezível que a DNR e a NRC – instituições criadas inteiramente por caçadores e apoiadores da caça – tomem decisões sobre o destino de animais selvagens. Isso seria similar a permitir que pedófilos redigissem leis de proteção à criança e que misóginos redigissem leis de abuso doméstico!

 

Artwork by Anita Sidler • Like this print? Click here to visit Anita's web store on Etsy • PLEASE NOTE: This image cannot be used under any circumstances without Anita's permission; contact her at www.anitasidler.com

Os caçadores comem o que caçam? Sim. Mas os caçadores caçam por alimento? Não! Eles caçam pela adrenalina de matar. É sede de sangue e dominação. É arrogância e egoísmo. É ódio e brutalidade. É desonra e maldade. É assassinato e é obsceno.

Caçadores sempre usam a desculpa de que os veados irão morrer de fome durante o inverno, como se a fome não fosse um processo natural e a forma da natureza de controlar populações, e parte do funcionamento de um ecossistema.

Veados famintos servem de comida para animais carniceiros e é a maneira natural de eliminar animais doentes e permitir que os mais fortes se reproduzam.

Uma bala na cabeça ou uma flecha no peito não são a solução para a fome dos animais. Ademais, os caçadores nem sequer atiram em veados famintos. Afinal, estes não se tornam bons troféus nem proporcionam muita carne.

Eu desafio qualquer um a me mostrar uma fotografia do ano passado de algum caçador que tenha atirado em um animal fraco. Apenas uma. Caçadores atiram em grandes machos com grandes galhadas para grandes troféus. Assista aos programas de TV na PBS, ESPN e TNN. Eles só falam nisso: grandes galhadas e grandes troféus.

No dia 17 de abril de 1989, na Imprensa Livre de Detroit, Nugent declarou sobre a caça: “Eu não caço para carne. Eu caço para caçar.”

Em 1990, Nugent falou o seguinte na Worl Bowhunters Magazine: “Ninguém caça apenas para ter carne na mesa porque é muito caro, consome tempo e é extremamente ilógico.”

Deixando claro que eu nunca ameacei o filho de ninguém depois dos recentes assassinatos de veados em nossos parques metropolitanos. Eu ameacei formar minha própria unidade de polícia para proteger os veados dos caçadores. Mas eu realmente desafiei meia-dúzia de maricas matadores de animais a me mostrar o quão durões eles são. Eu queria lutar contra esses caras e colocá-los em seu lugar. Infelizmente, como sempre, eles se recusaram a levar o meu desafio a sério. Se há uma coisa que eu aprendi nesses seis anos de ativismo intenso, é que exploradores de animais são covardes que nunca lutariam contra alguém que poderia revidar.

Para mais informações sobre a indústria da caça, leia How are Deer Managed by State Wildlife Agencies? (“Como é feito o controle dos veados pelas Agências de Vida Selvagem do Estado?”)

 

Texto original aqui.